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26 Agosto, 2011

ERIC CLAPTON - RIO DE JANEIRO

HSBC ARENA (Dia 09 de outubro)                    
Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401

Abertura dos portões: 17h00
Horário do Show: 20h00

Dia 10 de outubro (SEGUNDA-FEIRA)
Abertura dos portões: 18h30
Horário do Show: 21h30
Eric Clapton
O rei da guitarra volta ao Brasil

Dez anos após sua última passagem pelo país, o grande guitarrista volta ao Brasil em outubro para apresentações em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Confira todas as informações sobre a venda e valores de ingressos.
Aplaudido pela crítica devido ao sucesso de seu último álbum, Clapton, lançado no ano passado, o cantor, compositor e guitarrista Eric Clapton – o “Deus” da guitarra - chegará ao Brasil em outubro com sua turnê mundial 2011, para se apresentar no dia 06 em Porto Alegre, no dia 09 no Rio de Janeiro, na HSBC Arena e no dia 12 em São Paulo, no Estádio do Morumbi.
O Banco do Brasil é o principal patrocinador dos shows de Porto Alegre e de São Paulo. A VIVO e a Chevrolet patrocinam as apresentações nas três cidades brasileiras.
Os ingressos para a apresentação de São Paulo estarão disponíveis a partir do dia 19 de julho e para o show de Porto Alegre a partir do dia 29 de julho. Em ambas as cidades haverá pré-venda para clientes Ourocard e membros do fã clube oficial do artista ( em São Paulo a partir do dia 12 e em Porto Alegre a partir do dia 22).
Já os ingressos para o show do Rio de Janeiro estarão disponíveis para o público a partir do dia 16 de julho.
Esta será a primeira passagem do artista pelo país em 10 anos – a última vez que ele se apresentou aqui foi em 2001. O novo disco e a nova turnê vem sendo saudados pela crítica como um grande retorno de Clapton, um dos mais lendários guitarristas de todos os tempos, a seus melhores momentos. Para os shows, Clapton montou uma banda única, que reúne alguns de seus grandes parceiros de longa data: Steve Gadd na bateria, Willie Weeks no baixo e Chris Stanton nos teclado, além de Michelle John e Sharon White nos backing vocals.

28 Julho, 2011

Amizade

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo.  Eu me tornei meu próprio amigo. Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão “avant garde” no meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.

Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia? Eu Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 e 70, e se eu, ao mesmo tempo, desejo chorar por um amor perdido...  Eu vou.
Vou andar na praia em um maiô excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set.

Eles, também, vão envelhecer.
Eu sei que eu sou às vezes esquecido. Mas há mais alguns coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes.

Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.

Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude  gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.
Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais.
Eu ganhei o direito de estar errado.


Que nossa amizade nunca se acabe, porque é direto do coração!

21 Junho, 2011

A Mutação da sociedade

Cenário 1: Aluno indisciplinado
.João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.
·  Ano 1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e até umas reguadas nas mãos e volta tranqüilo à classe. Esconde o fato dos pais com medo de apanhar mais. Pronto.
·  Ano 2011: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com transtornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD, o psiquiatra receita  Rivotril. Transforma-se num zumbi. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz e processam o colégio.

Cenário 2: Vizinho bagunceiro
Luis, de sacanagem quebra o farol de um carro, no seu bairro.
· Ano 1959: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro. A Luis nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "cagada", cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.
·  Ano 2011: Prendem o pai de Luis por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu  filho. Sem o guia de uma  figura paterna, Luis se volta para a droga, delinqüe e fica preso num presídio especial para adolescentes.

Cenário 3: Acidentes no colégio
José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...

·  Ano 1959: Rapidamente, José se sente melhor e continua brincando.
·  Ano 2011: A professora Maria é acusada de não cuidar das crianças. José passa cinco anos em terapia pelo susto e seus pais processam o colégio por danos psicológicos e a professora por negligência, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida...

Cenário 4: Disciplina escolar
·  Ano 1959: Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava uma boa "mijada" e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade e no resto da semana não incomodávamos mais ninguém.
·  Ano 2011: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo. Nosso velho vai até o colégio dar queixa do professor e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.

Cenário 5: Horário de Verão.
·  Ano 1959: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Nada acontece.
·  Ano 2011: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece até celulite.

Cenário 6: Fim das férias.
·  Ano 1959: Depois de passar férias com toda a família enfiados num Gordini ou Fusca, é hora de voltar após 15 dias de sol na praia. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.
· Ano 2011: Depois de voltar de Cancun, numa viagem 'all inclusive', terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, "panic attack", seborréia, e ainda precisa de mais 15 dias de readaptação...

Cenário 7: Saúde.
·  Ano 1959: Quando ficávamos doentes, íamos ao INPS aguardávamos 2 horas para sermos atendidos, não pagávamos nada, tomávamos os remédios e melhorávamos.
·  Ano 2011: Pagamos uma fortuna por plano de saúde. Quando fazemos uma distensão muscular, conseguimos uma consulta VIP para daqui a 3 meses, o médico ortopedista vê uma pintinha no nosso nariz, acha que é câncer, nos indica um amigo dermatologista que pede uma biópsia, e nos indica um amigo oftalmologista porque acha que temos uma deficiência visual.  Fazemos quimioterapia, usamos óculos e depois de dois anos e mais 15 consultas, melhoramos da distensão muscular.

Cenário 8: Trabalho.
·  Ano 1959: O funcionário era "pego" cera (fazendo nada). Tomava uma regada do chefe, ficava com vergonha e ia trabalhar.
· Ano 2011: O funcionário pego "desestressando" é abordado gentilmente pelo chefe que pergunta se ele está passando bem. O funcionário acusa-o de bullying e assédio moral, processa a empresa que toma uma multa, o funcionário é indenizado e o chefe é demitido.

Cenário 9: Assédio.
·  Ano 1959: A colega gostosona recebe uma cantada de Ricardo. Ela reclama, faz charminho mas fica envaidecida, saem para jantar, namoram e se casam.
·  Ano 2011: Ricardo admira as pernas da colega gostosona quando ela nem está olhando, ela o processa por assédio sexual, ele é condenado aprestar serviços comunitários. Ela recebe indenização, terapia e proteção  paga pelo estado.

Pergunta-se:
Em que momento foi, entre 1959 e 2011, que nos transformamos neste monte de "mutantes" de bosta?

17 Junho, 2011

Tudo mudou...

Nascemos nos anos 30, 40 e 50... foi barra para mudar todos os conceitos de vária gerações.
Faz apenas 50 anos que apareceu a televisão, o chuveiro elétrico, a declaração dos direitos humanos e a revista Playboy.
Casar era para sempre, sustentar filhos era somente até quando eles conseguissem emprego, as certezas duravam a vida toda e os homens eram os primeiros a serem servidos na mesa do jantar.
As avós eram umas velhinhas, hoje, essas mulheres de 40 ou 50 viraram um "mulherão".
Todos nos vestimos como nossos filhos.
Não existem mais velhos como antigamente.
Essa foi uma geração que mudou tudo.
Culpa da guerra, da pílula, da internet, da globalização, do muro de Berlim, de televisão e da tecnologia.
Até morrer ficou diferente.
Na minha rua havia um velhinho que morria aos poucos. Ficou uns dez anos morrendo e isso aconteceu logo depois de completar 57 anos.
Hoje se morre com 80 ou aos 90 anos e é um vapt-vupt.
Com a pílula, a mulher teve os filhos que quis e ela sempre quis poucos. Como não conseguimos mais sustentar uma família, elas foram à luta e saíram para poder pagar a comida congelada, a luz e o telefone.
Se a coisa não vai bem: é fácil a separação, difícil é pagar a pensão. Na realidade, as mães são solteiras com doze anos. Depois serão chefes de família, com muitos filhos de muitos pais.
Em 50 anos tiraram a filosofia da educação básica, e como o pensamento era reprimido pela revolução, tudo virou libertação.
Pedagogia da libertação, Psicologia da libertação.
Deu no que deu. Burrice liberada. Burrice eleita.
Para as pessoas de mais de 50 anos, palhaço era o Carequinha. Hoje o povo inteiro é meio palhaço, meio pateta. Ladrão era o Megeghetti e o Bandido da Luz Vermelha; hoje os ladrões tomaram conta dos palácios, da Câmara Federal e de uma cidade que não existia, chamada Brasília.
Presidente da República era alfabetizado.
Experiência com feijão e algodão germinando a gente fazia na escola primária e não em vôo espacial, pago a 12 milhões de dólares.
Movimento social era reunião dançante.
Dia da mentira não era data nacional.
Piercing quem usava era índio botocudo.
Tatuagem era em criminoso bas fond.
Mansão do lago era algo de filme de terror e não lugar onde ministro divide dinheiro.
Caseiro não era mais ético que ministro.
Quadrilha era dança junina e não razão de existir de partido político.
O Clube dos Cafagestes eram uns inofensivos playboys cariocas e não um país inteiro.
As pessoas de mais de 50 anos estão assim meio tontas, mas vão levando. Fumaram e deixarão de fumar.
Beberam whisky com muito gelo, hoje bebem água mineral.
Foram marxistas até descobrir quem eram Harpo, Chico e Groucho, e que marxismo é um grande engodo.
Ninguém tem mais certeza de nada e a única música dos Beatles a tocar é "Help".
Para Brasil, que as pessoas de mais de 50 anos querem descer!!!
Ao ler esta mensagem dá um aperto no coração só de pensar que tudo isso é verdade!
Que a nossa realidade esta de fazer vergonha!
E o pior, será que alguém sabe o que é "vergonha"?

21 Maio, 2011

"Caro senhor tempo"

Espero que esta lhe encontre passando bem, ou melhor, passando o mais devagar possível. Por aqui vai-se indo, como o Senhor quer e consente, meio rápido demais para o meu gosto e, quando menos se espera, novamente dezembro. Vai-se mais um ano. E com ele, uma quantidade incalculável de amores, cores, idades, alguns amigos, não sei quantos neurônios, memórias, remorsos, desvarios, cabelos, ilusões, alegrias, tristezas, várias certezas (se não me engano, treze) Foi-se a poupança.O troquinho da gaveta. Foi-se aquele antigo projeto. Foram-se exatamente nove vírgula seis por cento de todas as minhas esperanças. Será que o Senhor não se cansa, seu Tempo? Não pensa em tirar umas férias, dar uma pausa, respirar um pouco? Não lhe agrada a idéia de mudar o andamento? Diminuir o ritmo? Em vez de tique-taque, inventar uma palavra mais comprida para compasso, mantra, ícone, diagrama? Me diz sinceramente: para que tanta pressa? Anda difícil acompanhar seus passos ultimamente. Não precisa dar meia-volta, eu não espero tanto. Eternidade? Não. Só queria sua amizade. Mas já é quase dezembro. Vai-se mais um ano. E o senhor passou voando, rebocou os meus momentos, foi desbotando minhas lembranças, carregou mais dez meses inteiros levando cada instante meu de carona. Tentei voltar atrás em algumas decisões. Já era tarde. Não deixei nada para amanhã. Mesmo assim, não fiz sequer metade do que pretendia. Imaginei várias maneiras de estancar os dias, segunda, terça, quarta, quando via já era quinta. Sexta. Sábado. Domingo. Pronto. Pensei em fuga. Será que existe algum lugar deste mundo onde as horas não me encontrem? Fiquei meses trancado em casa. Foi inútil. Lá fora, o Senhor continua passando. E já passou mais um pouquinho. Calma, Tempo! Espera só um minutinho para eu explicar melhor meu ponto de vista. Nem todo mundo é pedra, concorda? Dito isso, imagine quantos pobres mortais sofrem da mesma agonia diária: giros e mais giros nos ponteiros, os cantos dos cucos, as denúncias das sombras, os grãos de areia escorrendo (parece até hemorragia crônica), tudo escapulindo, descendo, subindo, o frenesi dos dígitos, um, dois, três, quatro, cinco, cem, o Senhor vai tirar o pai da forca? Está fugindo de alguém? De quem? De mim? De ontem? Eu conheço de cor suas obrigações. Estou convencido de suas utilidades. Não fosse o Senhor, não existiria saudade, retrato, suvenir, antiguidade, história, época, período, calendário, outrora, passatempo, novidade, creme anti-rugas, disputa por pênaltis, antepassado, descendente, dia, noite, nada, não existiria sabedoria, eu sei disso. Não tome como queixas minhas palavras, por favor não tome. Aqui vai apenas uma súplica. Ah, se o Senhor fosse mais indulgente, mais piedoso, mais pensativo, se fosse baiano, menos estressado, mais manso, menos rigoroso, um bon vivant, e se distraísse aí pelo caminho, e se deixasse apreciar as paisagens, e sofresse um devaneio, e ficasse de bobeira, esquecido das horas, divagando. Escute aqui, seu Tempo, que tal deixar passar o resto e parar quieto um pouco? 

10 Maio, 2011